Palmas (TO) – A morte do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (4). De acordo com o diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Palmas, Eduardo Godinho, a causa preliminar da morte foi uma laceração intestinal que provocou hemorragia interna e externa, e os exames apontam sinais de violência considerados incomuns.
Segundo o médico legista, os primeiros exames descartam, até o momento, a hipótese de afogamento, versão inicialmente apresentada pelo pai da criança ao procurar a Polícia Civil.
“O exame preliminar aponta que a causa da morte foi uma laceração intestinal com perda de sangue. Ele teve hemorragia interna e externa, o que levou ao óbito”, afirmou Godinho.
Corpo apresentava diversas lesões
Ainda conforme o diretor do IML, o corpo da criança apresentava múltiplos sinais de agressão, incluindo lesões na face, traumas internos e a laceração intestinal. O legista classificou o caso como um dos mais graves que já acompanhou em quase duas décadas de atuação.
Segundo ele, a intensidade das lesões é incomum e reforça a necessidade de uma investigação detalhada para esclarecer a dinâmica da morte.
Polícia Civil aguarda laudos
O caso é investigado pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. O delegado responsável informou que os laudos periciais serão fundamentais para determinar se a morte foi resultado de um acidente ou de um homicídio.
O pai da criança foi ouvido pela Polícia Civil após comunicar o caso e permanece sendo investigado. Até o momento, não houve indiciamento, e as autoridades afirmam que aguardam a conclusão dos exames periciais antes de definir as circunstâncias da morte.
Defesa do pai
Em nota, a defesa do pai sustenta que o menino teria sofrido um aparente afogamento na piscina da residência. Segundo os advogados, ele realizou manobras de primeiros socorros, a criança apresentou melhora, foi colocada para descansar e, na manhã seguinte, foi encontrada sem sinais vitais.
A defesa afirma ainda que o pai se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, prestou esclarecimentos e vem colaborando com as investigações.
A investigação segue em andamento, e a Polícia Civil informou que somente após a conclusão dos laudos periciais será possível esclarecer oficialmente a causa da morte e eventual responsabilidade criminal.
Fonte: Polícia Civil do Tocantins e informações do Instituto Médico Legal (IML).

