Uma mulher de 32 anos foi encontrada morta às margens da rodovia que liga os municípios de Taguatinga (TO) e Luís Eduardo Magalhães (BA), na manhã desta terça-feira (16). O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, que foi preso após confessar o feminicídio à Polícia Civil.
A vítima foi identificada como Anisiana Pereira da Silva. As investigações tiveram início logo após familiares registrarem seu desaparecimento. De acordo com a Polícia Civil, equipes da 103ª Delegacia de Polícia de Taguatinga e da 34ª Delegacia de Polícia de Filadélfia iniciaram diligências para localizar a mulher e identificar o responsável pelo desaparecimento.
Poucas horas depois, o ex-companheiro da vítima, identificado pelas iniciais J.M.M., de 47 anos, foi localizado no município de Filadélfia enquanto tentava deixar o Tocantins com destino ao Maranhão. Durante interrogatório, ele confessou o crime e indicou aos policiais o local onde havia deixado o corpo.
Com base nas informações fornecidas pelo suspeito, equipes das polícias Civil e Militar realizaram buscas e encontraram o corpo de Anisiana abandonado às margens da rodovia. A perícia foi acionada e constatou, preliminarmente, que a vítima apresentava perfurações que podem ter sido provocadas por arma branca.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à Central de Atendimento da Polícia Civil em Araguaína, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis. O caso segue sendo investigado para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Segundo a Polícia Civil, a rápida atuação das equipes permitiu identificar o suspeito e localizar a vítima em poucas horas após o registro do desaparecimento. A instituição reforçou seu compromisso no combate à violência contra a mulher e à responsabilização dos autores de feminicídio.
Feminicídio segue sendo uma das principais preocupações das autoridades
O caso reforça o alerta para a violência contra a mulher e a importância da denúncia em situações de ameaça, perseguição ou agressão. Autoridades orientam que vítimas e familiares procurem imediatamente os canais de proteção disponíveis, como a Polícia Militar, Polícia Civil e a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180.
As investigações continuam e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

