O estado do Tocantins vive uma situação alarmante em termos ambientais: entre os dias 1º e 15 de setembro, foram contabilizados 74.258 focos de incêndio no território estadual, segundo dados do BDQueimadas (Inpe) — um aumento de 323 % em relação ao mesmo período de agosto, quando foram detectados 17.564 focos.
Isso elevou a média diária de 2,5 mil focos para 10,6 mil, o que representa uma multiplicação drástica no nível de queimadas.
Com esse cenário, o Tocantins figura como o terceiro estado com maior número de queimadas no país, ficando atrás apenas de Mato Grosso e Maranhão.
Fatores que agravam o problemaClima seco e baixa umidade: O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para baixos índices de umidade, chegando a 20% em certas regiões, o que favorece o surgimento e propagação de incêndios. Impactos à saúde: A fumaça e a poluição gerada afetam diretamente a população, aumentando casos de doenças respiratórias, alergias e irritações nos olhos.
O que pode ser feito
Fortalecer a vigilância e fiscalização ambiental nas áreas mais vulneráveis.
Implementar planos emergenciais de combate a incêndios, com brigadistas treinados e recursos para atuação rápida.
Sensibilizar e mobilizar comunidades locais, produtores rurais e autoridades para evitar queimadas intencionais.
Investir em programas contínuos de monitoramento, como o BDQueimadas, para identificação e resposta imediata a novos focos.
A situação exige ação urgente.
Se não houver mobilização, os impactos ambientais, econômicos e sociais tenderão a se agravar, além de comprometerem biomas como o Cerrado, ecossistemas e a saúde de quem vive no estado.

