STF nega habeas corpus e mantém afastamento de Wanderlei Barbosa

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida, confirmada no dia 3 de setembro de 2025, terá duração inicial de 180 dias e também atinge a primeira-dama, Karynne Sotero.

A decisão foi tomada após investigações apontarem desvios de recursos públicos durante a pandemia da Covid-19, especialmente em contratos de cestas básicas e frango congelado, firmados pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas).

Linha do tempo do afastamento

  • 2020–2021 – Suspeitas de irregularidades em contratos de alimentos na pandemia.
  • Outubro de 2021 – Descoberta de fraude em licitações com empresas de fachada.
  • 2023 – Polícia Federal reúne provas do envolvimento do governador e aliados.
  • 21 de maio de 2024 – Investigações revelam uso de recursos desviados em empreendimento de luxo.
  • 21 de agosto de 2024 – Deflagrada a operação “Fames-19”, com mandados de busca e apreensão.
  • 2 de setembro de 2025 – Ministro do STJ determina afastamento cautelar de Wanderlei Barbosa e da primeira-dama.
  • 3 de setembro de 2025 – Corte Especial do STJ confirma, por unanimidade, o afastamento por 180 dias.
  • 10 de setembro de 2025STF recusa pedido de habeas corpus de Wanderlei Barbosa, mantendo o afastamento do cargo de governador.

Impacto para o Tocantins

Com o afastamento, quem assume interinamente o comando do Estado é o vice-governador Laurez Moreira. A decisão trouxe repercussão política em todo o Tocantins, e os desdobramentos do caso devem impactar a gestão estadual e a vida da população, inclusive no sudeste tocantinense, que acompanha de perto os próximos passos da administração interina.

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